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BTS: Fãs fazem reproduções em massa para bater recordes – 15/04/2026 – K-cultura

BTS: Fãs fazem reproduções em massa para bater recordes - 15/04/2026 - K-cultura

Army, nome dos fãs do BTS, é uma sigla em inglês para “adoráveis MCs (mestre de cerimônias) representantes da juventude”, mas também significa “exército”. O termo traduz bem a organização quase militar e a dedicação do fã-clube em impulsionar o grupo de k-pop nas paradas globais.

Os fãs estipulam metas diárias de reproduções em massa em streamings como Spotify e YouTube para levar o septeto ao topo e quebrar recordes mundiais. No Brasil, criaram sites e perfis nas redes sociais dedicados a monitorar esses números e a compartilhar playlists para rodar e guias de “boas práticas”.

O lançamento do álbum “Arirang”, no último dia 20, é especial para as Armys: marca o retorno da maior boyband do mundo após quase quatro anos sem se apresentarem juntos, por causa do alistamento obrigatório da Coreia do Sul. Os fã-clubes então estabeleceram metas mais ousadas.

“Swim”, faixa-título, foi número 1 da Billboard Hot 100 nos Estados Unidos. No Brasil, o BTS liderou o Top 50 do Spotify, das canções mais ouvidas diariamente, e do Top Artistas, rankings dominados pela música nacional, sobretudo o funk e o sertanejo. O feito é inédito para um artista coreano e raro até entre nomes internacionais populares.

Um dos projetos criados visando conquistas assim é um site que monitora metas de reproduções. Gráficos mostram a audiência da semana, organizados por streaming, e se os números subiram ou caíram. Há ainda um manual de como pedir músicas nas rádios e um pódio com os fãs e estados que mais deram play.

“O brasileiro gosta dessa dinâmica de competição, então incluímos rankings, acompanhamento em tempo real e formas de engajar”, explicam as fundadoras do B-Army Stream.

O fã-clube surgiu no fim de 2021, com o objetivo de refletir o sucesso internacional nos rankings brasileiros e manter a estabilidade dos números. Segundo as fundadoras, as Armys já emplacaram mais de 70 músicas nas paradas nacionais, como uma “forma de valorizar a variedade e qualidade do trabalho do BTS”.

Outro projeto de mobilização é o BTS no Topo, criado no ano passado com a proposta de explicar como usar os streamings da forma correta para mantê-los no topo, além de como votar em premiações.

“Vimos que muitas pessoas tinham dúvidas ou não entendiam a fundo sobre a importância de rodar uma playlist e alguns aspectos técnicos de dar stream. Definimos como meta trazer informações, dicas e ações que fossem acessíveis para todos”, explicam os administradores da página, oito pessoas de idades, profissões e cidades diversas.

Esses plays repetidos inflacionam os números nas paradas, o que não é novidade na indústria do pop, mas ganham uma mobilização maior na cultura do pop da Coreia do Sul, que premia semanalmente os artistas mais populares e na qual “fandoms” de diferentes grupos competem entre si.

As b-armys querem destacar o país nessa corrida global —e, ao menos no Spotify, tem funcionado: São Paulo é hoje a terceira cidade que mais escuta BTS na plataforma, com 656 mil ouvintes, atrás da Cidade do México e Jacarta, capital da Indonésia.

Além do Spotify, os esforços são divididos em plataformas como YouTube, Apple Music, Deezer, iTunes, Shazam e as rádios. O X é o principal local de engajamento, mas as Armys também se reúnem pelo Instagram, TikTok, Facebook e grupos no WhatsApp e Telegram.

As metas são sempre criadas em conjunto entre vários fã-clubes. “Elas são definidas a partir de análises de desempenho anteriores, recordes que podem ser alcançados e do comportamento das principais plataformas que influenciam os charts”, explica o BTS no Topo.

“A ideia é juntar esse conhecimento coletivo para avaliar o que já foi feito antes, entender o contexto do lançamento e projetar metas que façam sentido, mas que também desafiem o nosso próprio potencial”, completa o B-Army Stream.

O objetivo de reproduzir no mínimo 1 milhão de vezes por dia “Swim” foi o que levou a música ao primeiro lugar do Top 50 Brasil do Spotify, em 27 de março. Foi um dia de muito choro e celebração, contam os fã-clubes. “Ficou muito claro para todo mundo o tamanho do que a gente tinha conseguido”, diz o B-Army Stream. “Pode parecer só um número, mas para nós representa anos de trabalho, construído pensando nesse momento: quando eles voltassem como grupo, a gente queria estar preparado pra entregar esse tipo de resultado.”

O single permanece no top 3 até hoje. Todas as 14 faixas de “Arirang” entraram na lista e no top 15 do iTunes brasileiro.

Para os fãs, esses recordes são um presente de agradecimento e um jeito de demonstrar afeto incondicional. “O BTS sempre valoriza e reconhece os fãs, então naturalmente existe esse sentimento de retribuição, essa vontade de demonstrar apoio através da organização, que é essencialmente nosso único jeito de nos comunicar com eles”, diz o B-Army Stream.

A equipe do BTS no Topo garante que são mais do que números. “Cada stream carrega amor, gratidão e tudo o que o BTS já fez por nós em momentos difíceis. É sobre sentir que a gente faz parte de algo muito maior.”


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Fonte ==> Uol

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