O surto de ebola declarado em maio matou mais de 1.000 pessoas na RDC (República Democrática do Congo) e em Uganda, declarou a OMS (Organização Mundial da Saúde) nesta quarta-feira (22).
Um total de 2.473 casos do vírus mortal foram confirmados na RDC, incluindo 999 mortes, enquanto a vizinha, Uganda, registrou 20 casos, com duas mortes. O relatório da OMS é baseado em dados oficiais de ambos os países.
O 17º surto de ebola na RDC foi declarado em 15 de maio, após várias mortes em Ituri, e permanece concentrado na província, localizada no nordeste do país. Rica em minerais, a região é dominada por grupos armados.
Casos de ebola, doença que se espalha por contato próximo e fluidos corporais infectados, também foram detectados em outras quatro províncias da República Democrática do Congo.
Os casos identificados em Uganda eram, em sua maioria, de cidadãos congoleses que cruzaram a fronteira. O país afirma que está há três semanas sem registrar novos casos.
O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, alertou na semana passada que o surto, no último mês, “se espalhou mais rapidamente do que qualquer surto anterior” da doença. Apesar da resposta intensificada, “o surto continua à nossa frente e ainda estamos na fase de recuperação”, declarou na terça-feira Thierno Balde, coordenador da OMS para a gestão da cepa Bundibugyo na RDC.
Atualmente, não há vacina ou tratamento aprovado para a Bundibugyo, cepa responsável por este surto. A OMS, porém, observou “avanços promissores”, com testes em andamento de dois tratamentos potenciais, uma vacina e uma profilaxia pós-exposição.
Fonte ==> Uol



