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Rei Arthur: Obra pode ser leiloada por até R$ 13,5 milhões – 27/05/2026 – Ilustrada

Rei Arthur: Obra pode ser leiloada por até R$ 13,5 milhões - 27/05/2026 - Ilustrada

Um manuscrito sobre a história do Rei Arthur e a sua busca pelo Santo Graal, isto é, o cálice sagrado que Jesus teria usado na última ceia, será leiloado pela Christie’s por um valor que pode chegar a £2 milhões, o equivalente a cerca de R$ 13,5 milhões.

Pintada em pergaminho e decorada com folhas de ouro, a obra do século 13 reúne ilustrações de figuras como os Cavaleiros da Távola Redonda e o feiticeiro Merlin, incluindo um desenho raro em que o último é representado como um cervo, e textos do ciclo francês de Lancelote-Graal, que diz respeito ao principal campeão de Rei Arthur.

O leilão acontecerá em julho e marcará a primeira apresentação pública do documento. Segundo o diretor de manuscritos medievais e renascentistas da Christie’s, Eugenio Donadoni, apenas três manuscritos do tipo são conhecidos e pertencem a coleções particulares.

“O nosso é o mais antigo dos três e o mais ricamente ilustrado. Seu texto é único”, disse ao The Guardian. Reunida pelo industrial francês Jean Lebaudy no século 20, acredita-se que a obra é a cópia mais antiga do ciclo Lancelote-Graal a ir à leilão.

Historiadores afirmam que o documento foi feito no final do século 13 pelo Mestre do Apocalipse de Liège, como ficou conhecido o artista cujo nome vem de seu manuscrito mais famoso. “Era muito requisitado, pois os manuscritos que fazia eram riquíssimos e custavam uma fortuna para serem feitos”, diz Donadoni.

Especialista em textos franceses da Biblioteca da Universidade de Cambridge, Irene Fabry-Tehranchi afirmou que é emocionante pensar que o manuscrito de Lebaudy pode chegar a domínio público pela primeira vez. Ela diz crer que, ao longo da história, a peça atraiu super-ricos, dificultando o estudo por parte de especialistas.

“Espero que ele finalmente fique disponível em uma coleção pública. O problema é, claro, que hoje em dia as bibliotecas e instituições de patrimônio não têm muito dinheiro”, acrescentou ela ao jornal britânico.

“[Mas] essas instituições existem para preservar esses textos e torná-los acessíveis ao público.”



Fonte ==> Uol

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